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Encontro de Cães-Guia no RS emociona e reforça a importância da autonomia para pessoas com deficiência visual

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Um grupo de pessoas posa para foto em no espaço de Convergência da ALRS . À esquerda, três homens vestem uniformes laranja do Corpo de Bombeirose um deles segura poela coleira uma cachorra de plagem marrom com preto, a Melt que é cão de resgate da equipe. Ao lado deles, o presidente da Faders em cadeira de rodas sorri para a câmera. No centro, outro homem de pé ( professor Leonardo) e uma mulher de boina preta e cachecol xadrez estão acompanhados por seus cães-guia, um de pelagem preta e marrom ( Kobi e Kaiser). À direita, um homem com óculos escuros segura um cão-guia de marrom o Kaiser, enquanto uma mulher de cabelo comprido sorri ao lado com seu cão-guia de pelagem clara. Todos estão reunidos em ambiente com piso de madeira e uma parede de vidro ao fundo.Fim da descrição
Encontro cães-guia RS - Foto: Ascom Faders
Por Bethania Haas Loblein- ASCOM Faders

A manhã desta segunda-feira (25) ficou marcada por emoção, troca de experiências e celebração da inclusão. A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul sediou o 1º Encontro de Cães-Guia do RS, promovido pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no RS (Faders Acessibilidade e Inclusão), instituição vinculada a Secreatria de Desenvolvimento Social do RS.

O evento reuniu usuários de cães-guia, instrutores, autoridades e representantes de instituições parceiras para destacar a relevância desse recurso de acessibilidade que garante autonomia, segurança e liberdade de locomoção para pessoas com deficiência visual.

Reencontros e histórias de vida

Um dos momentos marcantes foi o reencontro entre Kaiser e Kobe, dois cães da mesma ninhada treinados no Instituto Federal Catarinense (IFC). Após crescerem juntos, foram destinados a diferentes usuários no Rio Grande do Sul e não se viam desde a entrega, em 2024. Ao lado de seus tutores, Sandro Martinês e Olga Souza, os cães mostraram como o vínculo criado no treinamento segue vivo e afetuoso.

Para Olga, que está com seu terceiro cão-guia, a convivência é sinônimo de liberdade:
“O cão-guia me devolve a autonomia de ir e vir, com segurança. Quando está com o arreio, sabe da sua função e é extremamente focado. Em casa, sem ele, é brincalhão como qualquer outro animal de estimação”, relatou.

Demanda crescente e novos caminhos

Atualmente, o Instituto Federal Catarinense já entregou 17 cães-guia para o Rio Grande do Sul, sendo 12 em Porto Alegre, 3 em Caxias do Sul, 1 em Bagé e 1 no Chuí. Apesar disso, existe uma fila de espera com nove pessoas aguardando o recurso, segundo  Leonardo Goulart ( professor, treinador e instrutor de mobilidade com cães-guia no Instituto Federal Catarinense – Campus Camboriú, e autor do "Manual do Usuário de Cão-Guia" 2022).

O Brasil possui cerca de 7 milhões de pessoas com deficiência visual, mas conta com apenas 220 cães-guia em atividade. O processo de formação exige tempo e dedicação: são necessários cerca de dois anos de treinamento até que o animal esteja apto a atuar.

Compromisso da Faders

Durante o encontro, o presidente da Faders, Marquinho Lang, reforçou o compromisso da instituição com a ampliação da inclusão no Estado:
“Estamos trabalhando para qualificar equipes, com o apoio do Corpo de BombeirosMilitar do RS, que possam auxiliar no processo de adaptação entre usuários e cães-guia. Nosso objetivo é que o Rio Grande do Sul avance cada vez mais nesse tema”.

Avanços na inclusão

Mais do que um encontro de animais e seus tutores, o evento simbolizou a força da acessibilidade e da inclusão. Para além da troca de experiências entre usuários, instrutores e famílias, o momento reforçou que o cão-guia não é apenas um companheiro de caminhada, mas um instrumento de cidadania e igualdade de oportunidades.

*Descrição de imagem no texto alternativo #acessibilidade

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